Curta premiadíssimo e inusitado do diretor Philippe Barcinski, o mesmo de “Não por Acaso”
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Curta premiadíssimo e inusitado do diretor Philippe Barcinski, o mesmo de “Não por Acaso”


Telê Santana era técnico do São Paulo e Faustão, na época repórter de campo da turma de Osmar Santos na Rádio Globo, acompanhava o mestre durante o dia todo da decisão da Copa Libertadores.
Depois de uma vitória suada, o então radialista comentou com o técnico nos vestiários, apontando para os jogadores no chuveiro:
– Eles podem lavar a alma com a sensação de dever cumprido!
Ao que Telê acrescentou, falando mais alto com as mãos em concha para os jogadores ouvirem:
– Mas quando eu jogava no Fluminense, pra passar sabão eu desligava o chuveirooooo!
É… além disso, quando eu e Telê éramos crianças, fosse nas Gerais, fosse no recôncavo da Bahia, o cara só tomava banho quente quando estava doente.
A própria torneira, esse recurso magnífico da civilização, eu só conheci já adolescente, em Salvador. Abrir uma torneira pela primeira vez foi uma emoção inesquecível: um jorro de água, ali, imediato-farto-ininterrupto, uma fonte trazida para dentro de casa e, torcendo duas vezes para a direita, pronto: a fonte voltava para o nascedouro, no pé de alguma montanha distante; a casa, normal, como se nada tivesse acontecido. Olha, a gente podia ser ridículo aos 13 anos, mas era levado a pensar profundamente nas coisas que a modernidade engendra.
Quando cheguei a São Paulo em 1965, para fazer Arena Conta Bahia, eu e Caetano nos hospedamos num hotel da avenida Rio Branco e na hora do banho fiquei
surpreso porque o chuveiro não tinha água normal, quer dizer, água fria.
– Rapaz, eu não estou doente, pra tomar banho quente.
Mesmo em Salvador, durante o colégio e a universidade, morando na pensão de Iolanda, a temperatura da água era a do encanamento. Na infância mesmo, nem encanamento.
Certa manhã meu pai me encontrou lavando o rosto numa pequena bacia de água morna e falou, rincalhão:
– Meu filho, agora que você está resfriado, pode ser. Quando sarar, volte para a água fria. Não é por gastar lenha, é que com água morna todo dia você fica muito fraco,
acaba virando um menino amarelo!
Meu pai não era de fazer economia à custa de nossos pequenos confortos, mas naquele tempo a vida diária era permeada por um respeito tácito para com o universo e
a finitude de seus recursos.
Creio que o tom da voz de Telê Santana tinha mais a ver com aquele mundo-universo-integrado do meu pai. Esse sentimento tem voltado muito ao meu coração nos dias de hoje.
Entre os confortos fantásticos da vida moderna há coisas soberbas como a luz elétrica, o carro com ar refrigerado, o sorvete; e me causa profunda admiração o pão quente encontrado na padaria de manhã cedo, todos os dias da semana, chova ou faça sol. Se Nabucodonosor comesse um pão tão bom como o que se come hoje, se ele tivesse um luxo desses lá na Babilônia, talvez não fosse tão fissurado em conquistas e guerras.
Água potável também a gente encontra hoje em todo lugar. Passar sede é quase uma expressão esquecida, mas antigamente muito levada em conta pois uma pessoa
poderia fazer uma viagem de mês e meio pelas brenhas do sertão imenso, passando simplesmente a água e pão.
Atualmente, a vida comum mais proverbial é cheia de prazeres e confortos.
Quanto a mim, já uso água quente até pra lavar as mãos, a qualquer momento, em hotéis, na casa alheia, na minha casa. Desfrutamos essa fartura com total indiferença.
Vai ver por isso é que as vozes do ponta-direita do Fluminense e de meu pai, Éverton, voltaram a soar, como sinos de Combray, depois de muitos anos de uma vida voraz e dissipada.
A tal torneira de água quente, por exemplo, é sempre mais quente do que se pode suportar. E o danado do aquecedor elétrico, lá debaixo da pia, só pode ser regulado pelo volume de água que a gente faz correr. Ah… eu me sentia muito mal de ver toda aquela aguaria jogada fora e lá me voltavam as vozes do pai e do ponta-direita.
Ocorreu-me fazer um cálculo e concluir que, com os dois banhos diários – sem desligar o chuveiro pra passar sabão –, mais as descargas do vaso sanitário, mais a lavagem da roupa, mais o cozimento de duas refeições, mais saciar a sede, assim pelo alto e esquecendo vários itens, eu consumia cerca de seis latas de água por dia. O que daria 120 litros. Nossa! Imaginei visualmente um tanque de 120 litros no meio da sala e me assustei.
Bem, a recomendação de Telê Santana era difícil de seguir porque, em São Paulo, fechar o chuveiro pra passar sabão dá um frio danado. Mas verifiquei que com a janela do banheiro fechada, fechando também a porta e a cortina do box, o ambiente se mantém morno por tempo suficiente pra passar sabão e até cantar uma boa Traviata.
Já para a torneira de lavar as mãos, depois de alguns estudos, vi que a melhor solução era abri-la um tempo para esquentar e fechá-la de repente para interromper o aquecedor. Como o próprio recipiente dela guarda uma quantidade razoável de água aquecida, é fácil tirar o sabão deixando escorrer bem devagar essa água que, com a interrupção anterior do jorro, permanece morna lá dentro. O novo cálculo me deu uma diferença de 60 litros: a metade.
Puxa! Afinal de contas, nós somos uma espécie que sabe fazer cálculos, o que pode afastar
bastante certas arrogâncias. O fato é que agora sinto muita alegria toda vez
que me lembro do meu pai ou do ponta-direita.
Tom Zé
Fonte Revista Piauí, Conheça!!
sou do tempo em que as atrizes tinham alma
sou do tempo em que farmácia só vendia remédio
sou do tempo em que jornal de domingo se lia no domingo
sou do tempo em que até os canalhas choravam
sou do tempo em que os ladrões eram elegantes
sou do tempo em que até os automóveis davam bom dia

Curta brasileiro vencedor do festival internacional de curtas do Youtube




William Blake
Tigre, tigre que flamejas
Nas florestas da noite.
Que mão que olho imortal
Se atreveu a plasmar tua terrível simetria ?
Em que longínquo abismo, em que remotos céus
Ardeu o fogo de teus olhos ?
Sobre que asas se atreveu a ascender ?
Que mão teve a ousadia de capturá-lo ?
Que espada, que astúcia foi capaz de urdir
As fibras do teu coração ?
E quando teu coração começou a bater,
Que mão, que espantosos pés
Puderam arrancar-te da profunda caverna,
Para trazer-te aqui ?
Que martelo te forjou ? Que cadeia ?
Que bigorna te bateu ? Que poderosa mordaça
Pôde conter teus pavorosos terrores ?
Quando os astros lançaram os seus dardos,
E regaram de lágrimas os céus,
Sorriu Ele ao ver sua criação ?
Quem deu vida ao cordeiro também te criou ?
Tigre, tigre, que flamejas
Nas florestas da noite.
Que mão, que olho imortal
Se atreveu a plasmar tua terrível simetria ?
Tradução de Ângelo Monteiro
Quer saber mais ?
Veja um curta baseado neste poema, de Guilherme Marcondes

Noam Chomsky no Livro “Controle da Mídia, os espetaculares feitos da propaganda”

Dele, o jornal inglês The Guardian escreveu: “Noam Chomsky está ao lado de Marx, Shakespeare e a Bíblia como uma das dez mais citadas fontes nas ciências humanas - e é o único autor, entre eles, ainda vivo.” O New York Times, com quem trava batalhas há décadas, chamou-o “o mais importante intelectual vivo.” Mas Noam Avram Chomsky dificilmente é uma unanimidade. Nem quer ser: a polêmica parece parte essencial desse lingüista que abraçou o pensamento político e insistiu em teses tão provocativas como a defesa do regime sanguinário de Pol Pot na Camboja e a afirmativa de que os mortos do World Trade Center foram poucos em comparação com os provocados por governos americanos no Terceiro Mundo.
Chomsky nasceu na Filadélfia em 7 de dezembro de 1928. Na Universidade da Pensilvânia estudou lingüística, matemática e filosofia. Desde 1955, é professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, ocupando uma cátedra de Língua Moderna e Lingüística. Casou-se com Carol Schatz, professora da Universidade de Harvard, em 1949, e tem dois filhos.
Fez sua reputação inicial na lingüística, tendo aprendido alguns dos seus princípios históricos com o pai, um erudito do hebraico. Seus trabalhos na gramática generativa, que derivaram do seu interesse pela lógica moderna e pelos fundamentos da matemática, deram-lhe fama.
Sempre se interessou pela política e suas tendências para o socialismo são resultado do que chama de “a comunidade judaica radical de Nova York”. Desde 1965, tornou-se um dos principais críticos da política externa latino-americana. Seu livro O poder americano e os novos mandarins foi considerado um dos ataques mais substanciais ao envolvimento americano no Vietnã.
Hoje, Chomsky é a voz mais respeitada da esquerda acadêmica e intelectual. Mesmo sendo um radical nada convencional. Produziu um substancial volume de teoria política própria e defende a busca da verdade e do conhecimento nos negócios humanos de acordo com um conjunto simples e universal de princípios morais. Escreve de jeito claro, fala com o público especializado e com o leitor em geral. Pode-se dizer que é um herdeiro da Nova Esquerda dos anos 1960. No seu livro mais famoso da época, O poder americano e os novos mandarins, ele disse que os Estados Unidos precisavam de “uma espécie de desnazificação”, insinuando que o país estava caindo no fascismo.
Fonte: Revista Cult
Mais ?? Chomsky no Orkut



Veja um video-poema… de parte deste poema
quem tem olhos pra ver o tempo soprando sulcos na pele soprando sulcos na pele soprando sulcos?
o tempo andou riscando meu rosto
com uma navalha fina
sem raiva nem rancor
o tempo riscou meu rosto
com calma
(eu parei de lutar contra o tempo
ando exercendo instantes
acho que ganhei presença)
acho que a vida anda passando a mão em mim.
a vida anda passando a mão em mim.
acho que a vida anda passando.
a vida anda passando.
acho que a vida anda.
a vida anda em mim.
acho que há vida em mim.
a vida em mim anda passando.
acho que a vida anda passando a mão em mim
e por falar em sexo quem anda me comendo
é o tempo
na verdade faz tempo mas eu escondia
porque ele me pegava à força e por trás
um dia resolvi encará-lo de frente e disse: tempo
se você tem que me comer
que seja com o meu consentimento
e me olhando nos olhos
acho que ganhei o tempo
de lá pra cá ele tem sido bom comigo
dizem que ando até remoçando
Poemas do livro Pensamento do Chão, poemas em prosa e verso.

Encontros são milagres ou são macumbas — milagres quando os sentimos bons, e macumbas quando os sentimos maus.
Quase ninguém pensa no milagre do encontro. Entretanto, num mundo imenso para nós, cada vez maior nas quantidades, cada vez menor nos espaços, em meio a tantos bilhões de variáveis, nas quais átimos de volição ou impulso podem mudar montanhas ou fazê-las sumirem na cratera do esquecimento ou da não-percepção.
Um encontro errado, uma pessoa errada, uma iniciação errada, um amigo errado, um dia mal, uma decisão equivocada, uma conseqüência inapelável, uma existência convertida em outra, um outro sentir, um outro ver-se a si mesmo, um outro ver-se no olhar dos outros, uma outra definição de si mesmo perante o mundo, uma outra postura, talvez agressiva, talvez passiva; enfim… — um outro produto humano como variável de uma matriz original de infindas alternativas.
A liberdade do homem reside na sua ignorância das infindas alternativas.
O homem é livre de saber, pois, saber lhe seria a angustia insuportável tomando-o por todos os lados.
Quando eu era menino deseja conhecer um ladrão. Aí pelos meus sete anos apareceu um ladrão roubando no escritório de meu pai; à época advogado.
Papai havia me dito que se pegassem o larapio eu iria conhecer um ladrão.
Pegaram-no. Nós fomos. Era um domingo à tarde. À porta do escritório meu pai pediu que eu esperasse no carro. Ele queria sondar o terreno. Minutos depois voltou lívido. Disse-me que o ladrão ficaria para outro dia…
Não aceitei. Ele sempre mantinha a palavra.
Então ele me disse que não me levaria até lá, mas que me diria quem era; tão somente eu guardasse segredo para sempre. Prometi. Ele sabia que eu guardava. Ele me treinara e educara para isso também.
— Meu filho, o ladrão é nosso amigo. É filho de minha comadre. É seu amigo de bola e de estádio aos domingos. É o fulano… Mas para que ele não fique envergonhado de saber que você sabe, não iremos lá; e você nunca o deixará saber que sabe; e vai tratá-lo como se não soubesse. Não é ladrão; apenas roubou.
Mas e se a atitude de papai fosse outra; e se divulgasse; e se chamasse a polícia; e se me deixasse ver; e se… — o que teria sido do moço; ou de mim; ou de todos nós? Uma resvalada; e tudo muda para sempre.
Uma pessoa toma uma decisão de visitar amigos, gosta do lugar, muda para lá, e encontra alguém que muda a sua vida. Mas o que a tirou de casa foi uma delicadeza para com um amigo que insistia e pedia uma visita.
Uma disputa entre amigos em razão de uma banalidade faz um rapaz e uma moça se encontrarem, e, mesmo sem amor para tal, casarem-se. E suas vidas nunca mais poderem ser outra coisa.
Um encontro. Um ato impensado. Um filho. E um destino radicalmente alterado.
Uma decisão: “Desço ou não do ônibus aqui nesta parada?” — e a vida da pessoa pode mudar para sempre; pois, nesta hipótese, a mulher que desce do ônibus tropeça na descida, e cai nos braços de um homem que a ampara daí pra sempre.
Assim, um dia, saberemos por quantos atos milagrosos fomos feitos e fomos salvos.
Entretanto, é bom se veja e que se busque entender cada instante-milagre que nos acomete.
Um segundo a mais… — e ele, ela, teriam virado a esquina para além do alcance de nosso olhar…
Tudo é co-incidência: incide junto.
Quase tudo em nossa vida é feito de “acasos” carregados de “desígnios”; e se desígnios não tivessem, mistério, todavia, não lhes faltaria; pois é como é possível que um segundo antes ou depois nos roubassem a oportunidade daquilo que passou a ser o resto-todo de nossas existências?
Assim, encontro é milagre, até quando é um mijagre.
Pense nisso!
Caio
Fonte Caiofabio.com
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Uma filme que tenha tudo haver com este texto? Veja “Não por Acaso” Imperdível!!!

Não faça o que eu falo….
Arnaldo Antunes - O mosquito
O mosquito me beijou
o verme me comeu
a terra me sugou
a larva cresceu
o mosquito me beijou
a borboleta me lambeu
o urubu me bicou
o lixo era eu
o mosquito me beijou
o brejo era eu
a sanguessuga me chupou
o rato me roeu
o mosquito me beijou
depois morreu
(Arnaldo Antunes/Edgard Sandurra)


É preciso que todos os ruídos cessem.
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No silêncio, abrem-se as portas de um mundo encantado que mora em nós - como no poema de Mallarmé, A catedral submersa, que Debussy musicou.
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A alma é uma catedral submersa.
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No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada.
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Somos todos olhos e ouvidos.
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Me veio agora a idéia de que, talvez, essa seja a essência da experiência religiosa - quando ficamos mudos, sem fala.
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Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar.
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Para mim Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio.
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Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também.
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Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.
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Rubem Alves

Stephen Kanitz

Rubem Alves
Este texto me lembrou esta música do Paulinho Moska “O último dia”
“…Uma criança nascendo, obrigado Senhor
Seja lá quem for o Senhor
Seja lá quem for a Senhora
A quem quiser me ouvir e a mim mesmo
Preciso dizer tudo que eu estou dizendo agora…”
Gabriel Pensador
Leia abaixo um pouco mais sobre estas coisas……

Foi no programa do Jô.
Uma mulher deu à luz uma menina com Síndrome de Down.
Quando o pai teve a notícia, pegou o carro e saiu do hospital em disparada.
Quase atropelou uma criança, um menino.
Olhou bem para ele e viu que o garoto tinha Síndrome de Down.
Ficou comovido. Perguntou o que poderia fazer pelo garoto. Qualquer coisa…tão tocado ficara pela “coincidência”.
O menino lhe disse que gostaria de estudar música, mas que não podia, visto que todas as escolas o barravam.
O pai da menina com Síndrome de Down, e que quase atropelou o menino que padecia da mesma deficiência, justamente quando saía do hospital em desespero pela notícia que tivera acerca do nascimento da filha, era, ele mesmo, professor de música.
Levou o menino e ensinou música para ele.
De fato, o garoto abriu o entendimento deles para o modo como deveriam e poderiam melhor cuidar da filha.
Ambos, pai e mãe, deixaram os seus próprios empregos, passaram a viver de bicos, e concentraram seus esforços no desenvolvimento daquela filha.
Enquanto isto, o garoto crescia na música, e se tornava o melhor amigo da menina, que o via como um irmão mais velho.
Hoje a mãe ajuda crianças com Síndrome de Down a participarem de competições esportivas.
A menina hoje é uma mocinha. Uma graça!
Ganhou ouro em patinação no gelo para deficientes, e um monte de outros prêmios.
Também dança muito bem. Vai de dança do ventre à dança de salão.
É gordinha, e cheia de molejo, graça e leveza.
Jô também tem um filho que sofre de deficiência semelhante.
Deu pra perceber o quão profundamente afetado ele ficou; mais do que ele gostaria de admitir.
Tudo lindo.
É a Graça de Deus se derramando sobre os homens.
É o amor de Cristos se manifestando.
É o povo que só Ele conhece.
É lição para todos os ignorantes que pensam que sabem.
Caio
Veja uma musica do U2 falando sobre a graça
Assista Ariovaldo Ramos falando sobre o conceito de graça
retirado de www.caiofabio.com.br
The Zimmers em Abbey Road
Os 40 integrantes do grupo têm mais de 90 anos de idade
Uma banda britânica integrada por 40 pessoas, todas com mais de 90 anos de idade, está causando sensação na internet cantando uma versão do clássico My Generation, dos roqueiros The Who.
Poucas semanas após ser gravado, o vídeo do grupo recebeu mais de dois milhões de hits no YouTube, tornando-se o campeão de visitas do site.
A banda, The Zimmers, se apresentou nos Estados Unidos e foi notícia em mais de 60 países.
A idéia partiu de Tim Samuels, autor de um documentário que tenta chamar a atenção para o drama de milhões de aposentados britânicos que vivem hoje solitários e abandonados.
São 3,5 milhões de idosos vivendo sozinhos e meio milhão morando em asilos.
“Eu quis fazer um documentário que mostrasse como nós tratamos os nossos idosos neste país”, disse Samuels.
“Se você fosse julgasse uma sociedade pela forma como ela trata seus idosos, estaríamos em apuros”, acrescentou.
Voluntários
Mas Samuels não queria apenas mostrar os idosos como vítimas.
“A idéia era mostrar como são marginalizados mas também fazer algo que os ajudasse a reagir.”
“Queríamos colocá-los de volta no centro da sociedade. E existe maneira melhor de conseguir isso do que estourar na parada pop?”
Samuels viajou pela Inglaterra procurando idosos que quisessem gravar um single. Segundo ele, a maioria achou a idéia meio ridícula, mas resolveu aceitar.
Alguns já tinham até ouvido My Generation, do The Who.
Abbey Road
Formada a banda, Samuels pediu a ajuda de gente da indústria da música.
Mike Hedges, produtor do U2, Dido e The Cure, aceitou produzir o single.
Neil Reed, da gravadora X-Phonics, concordou em lançá-lo.
E Geoff Wonfor, diretor do vídeo do Band Aid, resolveu fazer o clipe.
Para a gravação, Samuels conseguiu nada mais, nada menos, do que o lendário estúdio Abbey Road, onde os Beatles gravaram.
No dia da gravação, ninguém sabia direito o que ia acontecer. Até que Alf, de 90 anos, pegou o microfone e começou a cantar a letra de My Generation: “I hope I die before I get old” (espero que eu morra antes de ficar velho).
Samuels disse que nesse momento percebeu que algo muito especial estava acontecendo.
O single provocou uma resposta internacional.
“É um fenômeno universal”, diz Samuels. “Toda sociedade se preocupa com a forma como os idosos são tratados e se comove ao ver um grupo deles se juntar, bem no estilo rock’n'roll, para se fazer ouvir.”
“Com sorte (a experiência) vai questionar alguns preconceitos sobre os idosos.”
Além de Alf, outros integrantes do grupo são Buster, de 100 anos. E Winnie, de 99.
“Estou me divertindo muito”, diz Winnie, apoiada em uma bengala.
“Eu nasci de novo”, diz Alf. “Eu tinha 90 anos e estava preso em uma rotina. Agora sinto que estou vivendo novamente.”
Fonte : BBC

Sorry To Myself (tradução)
Alanis Morissette
Desculpas a mim mesma
Por escutar minhas dúvidas tão seletivamente
Por continuar minha entorpecência amorosa sem fim
Por ajuda a ti e a mim, mas sem me considerar
Por me espancar e me sobrecarregar de trabalho
Para quem devo meu maior p